O Boticas Parque – Natureza e Biodiversidade recebeu na passada sexta-feira, dia 5 de dezembro, a apresentação pública dos primeiros resultados dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do projeto “Ativar - Comunidades locais e as origens da paisagem agrícola do Barroso", apoiado pelo Programa Promove da Fundação “la Caixa” em colaboração com o BPI e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
A sessão de abertura ficou a cargo do Presidente da Câmara Municipal de Boticas, Guilherme Pires, referindo que este projeto “é necessário para conhecer melhor este património e valorizar ainda mais a nossa história e o nosso território, aprofundando as nossas raízes”.
Este projeto, liderado pela ERA Arqueologia, no âmbito de um consórcio que inclui os municípios de Boticas e Montalegre, pretende a ativação socioeconómica e turística deste património cultural.
O projeto baseia-se sobretudo num levantamento não-invasivo dos castros do Barroso, na recolha de memórias e no levantamento e delimitação dos castros existentes no território. Os trabalhos realizados, através de levantamentos topográficos com métodos geofísicos, permitiram identificar novas estruturas, quer no Castro de Carvalhelhos, quer no Castro de Sapelos.
A região do Barroso (Boticas e Montalegre) conta com 55 castros, que estão na origem remota do Barroso, Património Agrícola Mundial. O objetivo geral do projeto é ativar a memória dos castros e disponibilizar conteúdos biográficos baseados na memória oral e nas materialidades dos castros, com o intuito de valorizar e proteger este património arqueológico do Barroso.
O projeto “Ativar - Comunidades locais e as origens da paisagem agrícola do Barroso" termina em 2026, e prevê ainda a criação de um site para a divulgação do projeto, a criação de uma plataforma digital designada “Atlas dos Castros do Barroso”, bem como a produção de vídeos documentais e reconstruções animadas dos castros em modelos 3D.